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Quote da quinzena: Nu, de botas, de Antonio Prata

Antonio Prata 19 de abril de 2016 Aline T.K.M. Nenhum comentário


Adoro montar os “Quote da quinzena” – é muito gostoso revisitar leituras de faz tempo, reler todos os trechos que eu havia marcado na época, lembrar a história e os personagens.

Com Nu, de botas isso tudo foi especialmente bom, pois as crônicas que compõem o livro de Antonio Prata já convidam a essa coisa da lembrança, convidam à nostalgia. Não falo do sentimento triste e vazio, mas da nostalgia boa, que aquece o coração e faz a gente se lembrar com carinho da própria infância.

Os textos, no melhor da autoficção, evocam episódios da infância do narrador – o próprio Antonio Prata –, em especial aqueles mais engraçados. A época, fim dos anos 70 e início dos 80, é bem marcada por elementos os mais diversos e aparições ilustres – há uma crônica em que as crianças tentam ligar para o programa do Bozo pedindo uma bicicleta.

É por essas e outras que eu simplesmente ADORO esse livro e recomendo a quem quer que seja! Nos quotes abaixo já dá para ter uma ideia do que vocês vão encontrar no livro, mas depois também podem dar um pulinho lá na resenha, vale a pena!


Nu, de botas [Antonio Prata]

Anos 80 31 de maio de 2014 Aline T.K.M. 12 comentários


Em Nu, de botas, Antonio Prata passeia pelas memórias de sua infância através de textos que se transformam, perante nossos olhos, em pequenas preciosidades.

Saboreados entre o fim dos anos 70 e durante a década de 80, os dias infantis são evocados a partir do olhar do garoto, de suas ideias e dilemas – simples e até desconexos para os adultos, mas bastante profundos para uma criança. Repletas de um humor que orbita na inocência, as crônicas não excluem certa malícia, presente na mente do leitor ainda que desconhecida para o pequeno protagonista.

Tarefa impossível é não se deixar deliciar por cada um dos textos! Verdadeiros convites para adentrar uma máquina do tempo, eles nos falam sobre situações cotidianas – e outras bastante inesperadas – de uma infância ocorrida na época em que o Bozo e a Vovó Mafalda eram o que havia de mais legal na TV. Tempo perdido que não volta. E a pontinha de nostalgia que teima em dar as caras para o leitor que foi criança entre os anos 80 e meados da década de 90.

A aparição do cometa Halley, a separação dos pais, a introdução às revistas de sacanagem. A tentativa de falar com o Bozo e, quem sabe, ganhar uma bicicleta BMX vermelha da Monark. O constrangimento social provocado por situações envolvendo as palavras “cueca” e “cocô”. Ser criança não é para qualquer um, e Prata consegue transmitir essa afirmação de maneira única em cada uma das crônicas que compõem Nu, de botas.

Lembranças do autor, doses de irreverência e ficção se unem num livro que dá vontade de recomendar para um mundo e meio (porque somente o mundo inteiro é pouco). Mas, mais do que a delícia da prosa ela mesma, a atmosfera do livro abraça de tal maneira que, vez ou outra, não é difícil confundir as histórias do menino Antonio com as próprias histórias de infância de quem o lê.

Em Nu, de botas cada uma das páginas tem o poder de evocar a máxima “Recordar é viver”. E é mesmo.

LEIA PORQUE...
Este aqui entra para a categoria dos super-recomendados. Verdade seja dita: a leitura terá um gostinho diferente, mais delicioso, para quem foi criança nos anos 80 e até 90 – algumas recordações vêm a mil com as referências feitas pelo autor. Mas, como eu disse, recomendo para todo mundo.

DA EXPERIÊNCIA...
O livro faz rir, não tem jeito. Aqueles que costumam ler no transporte público, na rua, enfim... Estão avisados!

FEZ PENSAR EM...
Fofão, Bolinha de Sabão, Lu Patinadora, Chicletes Mini, chocolate Surpresa, Trem da Alegria... A lista é longa!


Título/Título original: Nu, de botas
Autor(a): Antonio Prata
Editora: Companhia das Letras
Edição: 2013
Ano da obra: 2013
Páginas: 144
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