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6 filmes para ver na 41ª Mostra Internacional de Cinema

Filmes 20 de outubro de 2017 Aline T.K.M. Nenhum comentário


Neste último dia 19 começou a 41ª edição da Mostra Internacional de Cinema. Até o dia 1º de novembro, serão exibidos 394 filmes de países variados, além de 30 curtas-metragens inseridos em diversos programas – incluindo uma programação de realidade virtual (VR).

A homenagem à produção cinematográfica de um determinado país ou região já é tradição desde os últimos anos da Mostra. Nesta edição, o evento traz o Foco Suíça com produções contemporâneas, uma retrospectiva da obra de Alain Tanner e curtas do animador Georges Schwizgebel.

Eu, particularmente, sou uma entusiasta da Mostra desde os anos de faculdade – é uma oportunidade incrível de ter acesso a produções mais diferenciadas e de países diversos, que muitas vezes não costumam desembarcar nos cinemas daqui.

Mas são tantos filmes, tanta coisa interessante, que fica difícil realmente fazer uma seleção e decidir o que assistir. Ainda mais se você pensa em comprar os ingressos de forma avulsa, ao invés de se render aos pacotões de dezenas de ingressos, ou mesmo à entrada permanente – meu sonho dourado, um ano desses eu me organizo para praticamente morar no cinema durante a Mostra!

Como eu falei, é difícil fazer uma seleção variada o bastante. Pensando nisso, resolvi indicar aqui alguns filmes que vi em cabine de imprensa, antes do início da Mostra, e que gostei bastante. Continuo frequentando as cabines e também tentarei ver algum (ou alguns) títulos na programação normal mesmo, então talvez role mais indicação de filme da Mostra por aqui.

Mas, por hora, confiram a seguir 6 filmes que valem a pena serem vistos na 41ª Mostra:

HUMAN FLOW – NÃO EXISTE LAR SE NÃO HÁ PARA ONDE IR (Human Flow)
De Ai Weiwei | Documentário | Homenagem Ai Weiwei | Alemanha | 2017 | 143 min.



Filmado ao longo de um ano em 23 países, o filme segue uma corrente de histórias que se espalha pelo mundo em países como Afeganistão, Bangladesh, França, Grécia, Alemanha, Iraque, Israel, Itália, Quênia, México e Turquia. Uma busca desesperada por segurança, abrigo e justiça: dos campos de refugiados lotados a perigosas travessias pelo oceano e fronteiras delimitadas por arames farpados; do deslocamento e da desilusão à coragem, resistência e adaptação; da ilusão de deixar vidas para trás ao potencial desconhecido do futuro.

Por que assistir: O documentário é de uma sensibilidade cortante e faz pensar não apenas sobre a situação dos refugiados, mas também – e principalmente – no que significa ser um refugiado. Do artista e ativista chinês Ai Weiwei (aliás, ele assina o cartaz desta edição da Mostra), o documentário foi homenageado com o Prêmio Humanidades.


UM JUDEU DEVE MORRER (Un juif pour l’exemple)
De Jacob Berger | Foco Suíça | Suíça | 2016 | 73 min.


Em abril de 1942, a guerra parece distante da pequena cidade suíça de Payerne. A economia local, porém, está fraca, as pessoas descontentes, e os cafés cheios de personagens sinistros. O dono de uma garagem e seus amigos juram lealdade ao partido nazista. Eles sonham em chamar a atenção de Adolf Hitler. Em 16 de abril acontecerá uma feira de gado e Arthur Bloch, um negociante, estará lá. Esse é o dia em que um judeu será morto para servir de exemplo.

Por que assistir: O filme foi baseado no – controverso – livro homônimo do suíço Jacques Chessex, publicado em 2009, sobre esse crime real que aconteceu na cidade de Payerne. Cru, sinistro, revoltante.


SATÃ DISSE DANCE (Szatan Kazał Tańczyć)
De Katarzyna (Kasia) Rosłaniec | Perspectiva internacional | Polônia / Holanda | 2016 | 97 min.


Um filme de Instagram em tempos de selfies. Um caleidoscópio de momentos da vida de Karolina, uma escritora obcecada por festas, drogas, sexo e relações complicadas, em seu caminho à autodestruição.

Por que assistir: O filme retrata bem essa época de excessos dos dias atuais. Sexo, drogas, o narcisismo das redes sociais – mais especificamente do Instagram –, a sede de sentir e viver tudo ao extremo. Certo vazio e a sensação de estar perdido parecem inevitáveis. Ah, e o filme é todo num formato que lembra os posts do Instagram.


TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three billboards outside Ebbing, Missouri)
De Martin McDonagh | Perspectiva internacional | EUA | 2017 | 115 min.


Mildred Hayes é uma mulher do interior de luto pela morte da filha. Após meses sem que o assassinato da garota seja solucionado pela polícia, ela decide se vingar por conta própria.

Por que assistir: Frances McDormand é perfeita na pele de Mildred Hayes. O filme tem força e seus personagens são bastante tridimensionais. Além disso, mistura numa mesma tigela punhados de tragédia, culpa, desejo de justiça, impotência e impunidade. Vencedor do prêmio Osella de Ouro de melhor roteiro no Festival de Veneza.


1945 (1945)
De Ferenc Török | Perspectiva internacional | Hungria | 2017 | 93 min.



Em um escaldante dia de agosto na Hungria em 1945, moradores se preparam para um casamento no vilarejo onde vivem. Enquanto isso, dois estranhos chegam à estação de trem local com misteriosas caixas etiquetadas com a palavra “fragrâncias”. Os habitantes do povoado temem que os homens possam ser herdeiros dos judeus deportados da aldeia e que mais sobreviventes possam vir, representando uma ameaça às propriedades e bens que adquiriram durante a guerra.

Por que assistir: A história se passa logo após o término da Segunda Guerra e mexe com sentimentos variados – a culpa, o medo, a perda. Um acerto de contas de um passado que jamais abandonará seus personagens.


FEIO (Ugly)
De Juri Rechinsky | Competição de novos diretores | Áustria / Ucrânia | 2017 | 90 min.


Um cigarro segurado entre dedos cobertos de sangue. Uma mulher se contorce na cama e grita. Um homem está esperando. Uma história de amor. Um barco no lago Neusiedl, um hospital na Ucrânia. Uma paisagem em chamas. Outra história de amor. Doença e o desaparecer no esquecimento. Em algum lugar, a morte aguarda. Em outro, a vida.

Por que assistir: Sofrimento, dor, incômodo, perturbação. Eis alguns dos sentimentos e sensações suscitados por este filme. Complexo: nas imagens, nos desesperos, nos silêncios.

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Recomendo bastante os filmes acima! Human Flow, por exemplo, deveria ser visto por todo mundo – do mundo todo.

Para conferir os dias, horários e salas de exibição destes filmes que eu falei, é só acessar a programação no site da Mostra e buscar o filme pela inicial do título. Ou então, no menu “programação”, dá para ver a programação de todos os filmes e acessar os filmes por seção também.

Boa Mostra para vocês!

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 7 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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