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Assistidos em janeiro e fevereiro

À la française 29 de fevereiro de 2016 Aline T.K.M. Nenhum comentário


Fazia tempo que eu não via tantos filmes assim! Fui conferir o último Star Wars (e gostei mais do que achava que gostaria!), também fui ver o último do Tarantino, fui obrigada a ver Deadpool, vi filme polonês, vi filmes franceses e francófonos tanto no cinema como no My French Film Festival – aquele festival online de cinema francês que tem todo começo de ano e eu amo!

Aliás, falando no My French Film Festival, tinha a meta ambiciosa de conseguir ver todos os filmes – longas e curtas metragens –, mas a realidade não foi bem essa. Acabei vendo apenas três longas e mais uns dois curtas, ou seja, bem menos do que gostaria.

Fevereiro foi o mês da Mostra François Ozon, que é um dos meus diretores franceses preferidos. Com certeza vocês devem conhecer algum filme dele – entre os mais conhecidos estão Swimming Pool, Dentro da Casa, e o recente Uma Nova Amiga. Dele já vi vários, inclusive alguns mais antigos, mas ainda não tive oportunidade de ver todos meeeesmo.

Também teve O Quarto de Jack, que... ah, melhor nem falar agora! Leiam mais abaixo meus comentários sobre esse filme; já adianto que vale muito a pena assistir.

Confiram todos os assistidos neste primeiro bimestre do ano:

STAR WARS: EPISÓDIO VII – O DESPERTAR DA FORÇA
Star Wars: Episode VII – The Force Awakens, de J.J. Abrams, EUA, 2015
Não vou ser a chata que diz que os filmes mais antigos são melhores, nem vou dizer que o enredo de O Despertar da Força é tipo o Uma Nova Esperança repaginado. Se pararmos para pensar, esses pontos até podem ser considerados, mas uma coisa também é certa: O Despertar da Força surpreendeu e deixa a gente ligadaço na poltrona do início ao fim. Quanto a mim, não imaginava que iria curtir tanto quanto curti, sabe! Gostei da heroína, gostei do vilão, gostei de rever o trio antigo, e depois ainda passei um tempinho lendo teorias desses novos filmes na internet. Acho que nem preciso dizer que recomendo – aposto que todo mundo aqui já conferiu e já curtiu demais, né!


Sinopse: Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem.


OS OITO ODIADOS
The Hateful Eight, de Quentin Tarantino, EUA, 2015
Lançamento do Tarantino significa obrigação de ir ao cinema conferir. Gosto muito do diretor, apesar de ainda não ter visto a totalidade de seus filmes (projeto para a vida!) e gostei bastante de Os Oito Odiados. Como eu disse nos 3 motivos para ver o filme, não é o melhor do diretor, mas é muito bom e com direito a tensão constante e banho de sangue no final.


Sinopse: Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.


O FIO DE ARIANE
Au Fil d’Ariane, de Robert Guédiguian, França, 2014
Sabe aquele filme que aquece o coração?! O Fio de Ariane tem elementos de fantasia e uma deliciosa atmosfera de descoberta, além do charme de se passar em Marselha. Com uma pegada diferente dos longas temperados por críticas sociais do Guédiguian, o filme é uma boa pedida para os dias em que tudo o que se quer é ver um filme leve e de bem com a vida.


Sinopse: Ariane (Ariane Ascaride) é uma mulher de meia-idade e está mais solitária do que nunca no dia de seu aniversário. As velas do bolo estão acesas, mas todos os seus entes queridos enviaram um pedido de desculpas - eles não virão. Então, ela pega seu lindo carro e deixa seu bairro suburbano para se perder na grande e ensolarada cidade de Marselha.


SANGUE FRANCÊS
Un Français, de Diastème, França, 2015
Vi Sangue Francês no My French Film Festival, que é aquele festival online de cinema francês que acontece todo ano e do qual eu falo sempre aqui no blog. Filme mais pesado e que conversa com a atualidade. Muito bom e para pensar.


Sinopse: 1985, os baixos escalões do grupo neonazista Frente Nacional Francesa fervem. Marco (Alban Lenoir) é um skinhead e neonazista que junto com seus amigos, Braguette (Samuel Jouy), Grand-Guy (Paul Hamy) e Marvin (Olivier Chenille), bate em árabes e prega cartazes de extrema direita. Num espaço de duas décadas, ele vai se ver envolvido em uma guerra pessoal contra a onda de imigrações que crê poluir seu país, enquanto participa da ascensão da extrema direita no cenário político francês. Porém, Marco passa a perceber que, apesar da sua vontade, seu ódio está deixando-o. Tentando conter sua violência, racismo e ódio, ele se afasta dos amigos e precisa lidar com a estupidez dentro se si, iniciando uma jornada para tentar se tornar uma boa pessoa. Baseado em uma história real, Sangue Francês é um filme sobre um homem e seus conflitos com o mundo à sua volta.


ALELUIA
Alleluia, de Fabrice Du Welz, França/Bélgica, 2014
Aleluia foi o primeiro filme que vi no My French Film Festival e o escolhi por causa da sinopse, que achei um tanto inusitada e com um quê macabro. Saber que tem Lola Dueñas no elenco também influenciou e muito minha vontade de ver o filme – para quem não sabe ou não está se lembrando, a atriz esteve em algumas produções do Almodóvar e, como vocês sabem, eu amo o cinema almodovariano, bem como suas atrizes e personagens femininas. Falando mais sobre Aleluia, o filme me surpreendeu por esse aspecto mórbido e, ao mesmo tempo, cômico. Sim, cômico – pode parecer estranho e não pensem que sou uma psicopata, mas o longa traz essa coisa da loucura e obsessão de um jeito bizarro e, por isso mesmo, engraçado. Ao mesmo tempo, tem drama e uma pegada de suspense/terror. Genial, só queria dizer.


Sinopse: Michel (Laurent Lucas) é um rapaz um pouco perdido, mas extremamente charmoso, que garante sua subsistência colocando a mão no dinheiro das mulheres que ele seduz. Na melhor das hipóteses, ele as abandona. Na pior, ele as assassina, levando consigo todo o dinheiro. Até que Michel conhece Gloria (Lola Dueñas), uma mãe solteira com uma filha, que fica perdidamente apaixonada por ele. Percebendo que ele é um vigarista, mas com um forte elo entre os dois, ela abandona a filha e finge ser a irmã de Michel, para que ele possa continuar seus golpes. As coisas começam a tomar um rumo inesperado e se inicia uma batalha sangrenta onde os dois amantes caminham em direção à loucura. Baseado na história real de Raymond Martinez Fernandez e Martha Beck Jule, serial killers que ficaram conhecidos como "The Lonely Hearts Killers" nos anos 40.


HENRI HENRI
Henri Henri, de Martin Talbot, Canadá, 2014
“Sabe aquele filme que aquece o coração?!” x2
Pois é, Henri Henri – também presente na seleção 2015 do My French Film Festival – é um daqueles filmes que fazem a vida parecer mais colorida, que dão um voto de confiança na humanidade e resgatam a esperança no mundo. Que discurso mais otimista! (Pouco típico de mim, devo dizer...) Mas o filme é uma graça e, na seção de cinema num site canadense, foi comparado a O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e a Forrest Gump.


Sinopse: Henri (Victor Andres Turgeon-Trelles) cresceu em um orfanato mantido por uma congregação religiosa e, ali, era o responsável pela manutenção das lâmpadas e luminárias. Forçado a deixar seu lar desde sempre devido à venda do convento, Henri é jogado em um mundo totalmente estranho para ele. Seguindo sinais do destino, o jovem é conduzido a uma loja cujo dono é um fabricante de lâmpadas indiano, e ali é contratado; Henri, então, se vê novamente próximo a sua vocação primeira: proporcionar luz à vida das pessoas. É por meio dessa vocação que ele conseguirá reacender a vida do ermitão Monsieur Binot, decadente rei do picles. Mas, por alguma razão inexplicável, a moça da bilheteria do cinema das redondezas, a sonhadora Hélène (Sophie Desmarais), continua insensível às tentativas de aproximação de Henri.


O NOVÍSSIMO TESTAMENTO
Le Tout Nouveau Testament, de Jaco Van Dormael, Bélgica/França/Luxemburgo, 2014
Outro filme genial que vi em janeiro, O Novíssimo Testamento tem humor, toques de fantasia e uma mensagem bonita sem ser piegas. Além de ser bem original, faz pensar – ainda que de leve – na vida a partir da perspectiva de quando se tem noção da proximidade da morte. Vale a pena dar uma espiada nos 3 motivos para assistir ao filme.


Sinopse: Deus (Benoît Poelvoorde) está vivo, mora em Bruxelas e é um senhor rabugento e malvado com uma filha de 10 anos de idade. Cansada da natureza abusiva do pai, a menina Ea (Pili Groyne) invade o computador dele e envia para todos os habitantes do planeta as datas de suas respectivas mortes, ação que gera consequências inimagináveis.


BODY
Cialo, de Malgorzata Szumowska, Polônia, 2015
Exibido no Festival de Berlim 2015, Body é um filme que desde que vi o trailer e o cartaz pela primeira vez soube que teria que assistir. Foram pouquíssimas as produções polonesas – umas duas ou três – que tive a chance de ver até hoje, mas devo dizer que todas elas me agradaram em algum grau. Pois Body mexeu comigo e superou minhas expectativas. Drama familiar com ares de suspense e pitadas de sobrenatural, o filme é delicado ao abordar a morte – tema que em algum momento todos somos obrigados a enfrentar.


Sinopse: Um cético investigador de polícia (Janusz Gajos) e sua filha Olga (Justyna Suwala), que sofre de bulimia, lidam, cada um à sua maneira, com a morte da esposa e mãe dessa família desestruturada. Perda que, apesar de ocorrida já há um tempo, não foi completamente superada. Quando eles entram em contato com a traumatizada terapeuta Anna (Maja Ostaszewska), são forçados a mudar suas opiniões sobre vida e morte.


ENCONTRO ÀS CEGAS
Un peu, beaucoup, aveuglément, de Clovis Cornillac, França, 2015
Filme fofo, para ver a dois ou com as amigas. É assim que eu definiria Encontro às Cegas, uma comédia romântica francesa que conquista a gente desde os minutos iniciais. Aliás, não sei se já disse isso aqui, mas as comédias românticas francesas são muito melhores que as americanas; então, quem gosta de filmes do gênero deveria descobrir as produções francesas para ontem! Filme leve, para rir e torcer pelo casal protagonista. Super recomendo!


Sinopse: Comprometido com o seu trabalho, ele (Clovis Cornillac) é um inventor de quebra-cabeças que só consegue trabalhar no mais absoluto silêncio. Ela (Mélanie Bernier) é uma pianista que não consegue viver sem música e que precisa treinar sua performance para a sua grande oportunidade em um concurso. Vizinhos por acidente, e separados apenas por uma parede, eles precisam aprender a conviver – mesmo que sem jamais se verem.


DEADPOOL
Deadpool, de Tim Miller, EUA/Canadá, 2016
Talvez alguns de vocês queiram me atirar pedras depois do que vou dizer, mas fui ver o filme literalmente arrastada por meu marido e olha que nem achei tudo isso, não. Ok, foi divertidinho, lutinhas “aguentáveis” sem ficar cansada e a história de amor dá um tempero legal. As piadas, bem, algumas são boas, outras eu achei bem bobinhas, mas gosto é gosto. Foi um filme que deu para distrair, mas caso não tivesse visto também não teria perdido nada. (Se você curte os filmes e personagens da Marvel, ignore o que eu disse – a sua opinião tende a ser totalmente o oposto da minha!)


Sinopse: Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.


O AMOR EM 5 TEMPOS
5x2, de François Ozon, França, 2004
Único filme que consegui ver da Mostra François Ozon, O Amor em 5 Tempos é uma espécie de retrato da realidade nua e crua – um dos tipos de filme de que mais gosto. Em cinco momentos, com intervalo de alguns anos, acompanhamos a vida desse casal em retrospectiva: do divórcio até o momento em que se conheceram, passando pelo nascimento do filho e pela rotina já desencantada. Um relacionamento que, como todos os outros, é bonito quando começa, e insuportável – até humilhante – quando vê seu fim. Sem truques, apenas a vida.


Sinopse: O relacionamento de Marion (Valeria Bruni Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss), narrado do divórcio deles até o dia em que se conheceram.


O QUARTO DE JACK
Room, de Lenny Abrahamson, Canadá/Irlanda, 2015
Adaptação do livro Quarto, da irlandesa Emma Donoghue – que eu estou louca para ler desde que lançou e até hoje nunca comprei o bendito livro –, O Quarto de Jack me deixou ainda mais na urgência de ter o livro na estante para ontem. Sensível, o filme é narrado pela perspectiva do garotinho que não viu nada do mundo exceto o que há dentro do quarto do qual nunca saiu e o que vê na televisão (que nem sequer sabe se é real ou não). Gostei demais, é daqueles filmes com potencial “chorável” e faz a gente sair do cinema vendo o mundo de um jeitinho diferente. Sem falar que não tem como não se apaixonar pelo menininho do filme, interpretado lindamente por Jacob Tremblay. Obrigatório!


Sinopse: Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.

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Muitos filmes em um único post! E aí, quais vocês já viram e quais ainda querem ver?

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 7 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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