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Livro + filme: Lolita

Adrien Lyne 7 de outubro de 2015 Aline T.K.M. 8 COMENTÁRIOS


Seria uma herege se, nesta coluna em que falo de livros e adaptações, não viesse a falar de Lolita. Pois bem, é chegado o dia de falar sobre essa obra-prima literária e sobre seus filmes. Sim, Lolita teve não uma, mas duas adaptações cinematográficas – fato bem conhecido dos cinéfilos de plantão.

Mas antes, devo dizer que Lolita está entre os meus livros preferidos de todo o sempre. Nunca fiz um ranking, mas certamente o romance do russo Vladimir Nabokov entraria nos meus top 10 ou 15.

O que mais me conquistou nele, além da própria trama e da escrita de beleza poética, foi a complexa construção dos personagens. Chega a ser fascinante a maneira como nos apiedamos e mesmo torcemos por Humbert Humbert, o protagonista imoral que narra a paixão obsessiva pela garota Dolores.



Tenho lembranças peculiares ligadas a essa leitura, pois foi o livro que me acompanhou durante meu trajeto de ida à Irlanda, país onde morei por um ano. E foi dele a primeira resenha que publiquei no blog na "terrinha verde", ainda na residência estudantil temporária, enquanto tentava me acostumar com todas as novidades.

Quanto às adaptações, elas não deixam nada a desejar. Apesar de ser fã de Stanley Kubrick e de ter gostado muito de sua adaptação de Lolita (1962), confesso que gostei um pouco mais do segundo filme (1997), também intitulado Lolita, dirigido por Adrian Lyne. Curiosamente, ambos os filmes tiveram atrizes menores de idade no papel da ninfeta. Ok, a personagem tem 14 anos – 12 no livro – mas ainda assim... vamos combinar que o papel não é dos mais leves para ser vivido por uma adolescente.



Dito o necessário, convido-os a conhecer – ou relembrar! – o livro e os filmes. Caso ainda não tenham lido/assistido, recomendo demais. Ou melhor, intimo-os a mergulharem nessa obra tão significativa, bela e triste que é Lolita.

LIVRO: Lolita, de Vladimir Nabokov, Alfaguara (também disponível por outras editoras)
SINOPSE: Polêmico, irônico, tocante. Lolitaum dos mais importantes romances do século 20 – narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos.

Muito arrojado para a moral vigente na época, o romance de Vladimir Nabokov foi inicialmente recusado por várias editoras. Ao ser finalmente lançado, em 1955, por uma editora parisiense, gerou opiniões antagônicas: houve quem definisse o livro como um dos melhores do ano; houve quem o considerasse pornografia pura. Nos Estados Unidos, onde só viria a ser publicado em 1958, rapidamente conquistou o topo das listas de mais vendidos.

A obra-prima de Nabokov não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Aqui se cruzam alguns dos temas clássicos da arte de todos os tempos (a paixão, a juventude, o amadurecimento) com questões mais típicas da modernidade, como as ambivalências eróticas e o exílio – que é uma questão tanto de geografia quanto da linguagem e do coração. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça e quem é o caçador.


FILME 1962: Lolita (dirigido por Stanley Kubrick, EUA/Reino Unido, 1962)

FILME 1997: Lolita (dirigido por Adrien Lyne, EUA/França, 1997)

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 7 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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8 COMENTÁRIOS

  1. Nossa, tenho muita vontade de ler o livro.
    comprei o livro bem barato em um sebo. uma edição linda e bem antiga, mas morro de medo de cair alguma página enquanto leio, ai fico enrolando. hahaha

    Mas tem cara de ser um livro bem intenso e incrível mesmo. nunca assisti nenhuma adaptação com medo de estragar a história. quem sabe eu comece a ler no kindle. =D

    beijos
    www.manualdaerika.com

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    1. Oi Erika, ah sim, sempre tem Lolita nos sebos por aí e a minha edição também comprei num sebo, uma edição da Folha, se não me engano. Daí achei vendendo uma outra linda, da Abril Coleções, surradinha, mas com uma capa que me conquistou (tem uma boneca numa capa toda branca, e só), daí tive que comprar também, e acabei trocando a outra edição que eu tinha.
      Sobre o livro, é sim bem intenso, e dá um misto de emoções e opiniões ao longo da leitura. Não tem bonzinho ou malvado, todo mundo tem vários lados/facetas e o livro meio que deixa isso claro, apesar de que é a visão do protagonista apenas. Enfim, é um livro que gera reflexões, discussões e até certa polêmica ainda hoje. Leia o quanto antes! =) Beijos!

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  2. Só li o livro... E já me apaixonei! Rs...
    Sempre que faço uma daquelas maratonas de filmes, me lembro de Lolita mas nunca vi. Gafe das grandes, eu sei... Mas mesmo assim, perdoe essa pobre mortal... Rs

    Beijos!
    º(^ . ^)º
    Fabi Carvalhais
    http://pausaparapitacos.blogspot.com.br

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    1. Hahahha perdoada! Mas olha, veja sim o filme, os dois, pois são muito bons, cada um a sua maneira. Gostei muito da estética do primeiro, do Kubrick, mas achei o relacionamento mais intenso no segundo. Enfim, vendo os dois a experiência é mais completa heheeh. Beijos.

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  3. Confesso que os filmes, não assisti nenhum deles.
    Mas o livro já li duas vezes, gosto bastante dele.

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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    1. Esse livro é um dos melhores, inesquecível. Pensando agora, acho que vi o segundo filme (de 1997) antes mesmo de ler o livro, sabe. Mas acabou não interferindo na minha leitura. Mas recomendo os dois filmes, ambos são ótimos. Beijos!

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  4. Esse livro é muito envolvente!

    Sobre os filmes, uma coisa boa da versão da década de noventa é que começa mostrando um pouco mais sobre a vida do Humbert Humbert antes de conhecer a Lolita o que, se eu não me engano, é omitido na versão do Kubrick. Quando li o livro, só tinha visto a versão do Kubrick e lembro que achei essa "explicação" do surgimento dessa obsessão com ninfetas bem crucial para o andamento da história.

    De qualquer forma, ainda assim gosto mais da versão do Kubrick. O Jeremy Irons está muito bem na versão recente, mas acho a Lolita do Kubrick acrescenta mais como filme, enquanto a versão da década de 1990 pode até ser mais fiel ao livro, mas, como (quase) sempre, não tão bom quanto. rsss

    Bjs!

    Raquel
    https://relatosdeleitura.wordpress.com/

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    Respostas
    1. Gostei muito do seu comentário sobre os filmes. Gosto de ver/saber esse passado do Humbert Humbert na tela, mas também gostei da garota Lolita no filme dos anos 90, achei-a mais maliciosa, um pouco mais como eu imaginava a personagem ao ler o livro (li antes de assistir aos filmes). Mas com certeza a adaptação do Kubrick é muito mais icônica.
      Quanto ao livro, concordo demais com você: é muito envolvente. É incrível como é impossível a gente apenas condenar Humbert Humbert, até pelo próprio sofrimento dele. Enfim, um livro e tanto. =) Beijos.

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