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Resenha: Placas Tectônicas, de Margaux Motin

Graphic novel 5 de julho de 2017 Aline T.K.M. Nenhum comentário

Resenha de livro: Placas Tectônicas, HQ de Margaux Motin

Já se sentiu sem chão, deslocada no mundo e, ainda por cima, com milhares de responsabilidades e nem ideia de por onde começar? Já se olhou no espelho e não reconheceu a mulher que te olhou de volta, mas viu alguém muito diferente que, há tempos, foi se anulando e se perdendo?

Se você se enxergou um pouquinho nas questões acima, presta atenção nesta resenha porque este livro é para você! Placas Tectônicas, da francesa Margaux Motin, é uma graphic novel genial sobre ser mulher nos dias de hoje.

Sincerona e sem pudores, a HQ autobiográfica mostra uma mulher com seus 35 anos que, após a separação, busca reencontrar sua essência e, assim, fazer as pazes com suas emoções.

Resenha de livro: Placas Tectônicas, HQ de Margaux Motin

Recém-separada, Margaux vasculha dentro de si para achar aquele “eu” que havia ficado há muito perdido por conta das responsabilidades da vida de mulher adulta, casada e mãe de uma filha pequena. E ela vasculha também o armário, trazendo de volta para sua rotina as roupas coloridas e divertidas que fazia tempo estavam esquecidas em prol de uma imagem madura e séria – e nem um pouco condizente consigo mesma.

Trapalhadas, deslizes, erros e acertos; Margaux é uma mulher que, como todo ser humano, não é perfeita. O politicamente correto passa longe do seu dia a dia, inclusive na criação da filha – muitas vezes, parece que a própria Margaux é a garotinha da história!

Resenha de livro: Placas Tectônicas, HQ de Margaux Motin

A autora deixa de lado as convenções ao mostrar que, no turbilhão do cotidiano, ter uma criança por perto nem sempre é a maior felicidade do mundo. Margaux ama a filha mais que tudo, mas tem horas que o que ela mais deseja é ser deixada em paz com uma boa taça de vinho – arrisco dizer que toda mãe certamente já se sentiu assim.

Relacionamentos, amizade, sexo, maternidade e o trabalho como ilustradora são temas abordados no livro, sempre com muito humor e honestidade. Um verdadeiro retrato da mulher moderna, cheio de atitude e com uma pegada feminista.

Resenha de livro: Placas Tectônicas, HQ de Margaux Motin

Calma! Nem tudo tem essa aura caótica na jornada da protagonista rumo ao equilíbrio. Pouco a pouco, com muitas reuniões de amigas, situações engraçadas e, o mais importante, sem perder aquela loucura deliciosa e infantil, Margaux volta a se conectar consigo mesma. As coisas entram nos eixos, ela dá um up na autoestima e tem até amor novo na área!

De forma muito autêntica e divertida, tanto no texto como nas ilustrações, Placas Tectônicas tem o poder de dialogar diretamente com a leitora – especialmente se ela tem entre 25 e 30 e tantos anos.

Resenha de livro: Placas Tectônicas, HQ de Margaux Motin

Uma leitura para se jogar, para rir sozinha - e você vai, acredite! - e para enxergar a si mesma na protagonista. Mas, acima de tudo, uma leitura honesta, longe de idealizações e que, justamente por isso, é inspiradora. E nos faz perceber que o equilíbrio e a felicidade residem em nunca abandonar a nossa essência – por mais louca que ela seja!

LEIA PORQUE

Este vai ser um dos livros mais cheios de personalidade que você vai ter em mãos! Você vai se identificar horrores e – certeza! – vai se perguntar, indignada: “Como é que eu não li isto antes?!” Foi o que eu pensei, pelo menos!

DA EXPERIÊNCIA

Li numa só sentada e caí de amores por esse livro e por Margaux Motin!

FEZ PENSAR

Não é à toa que a protagonista foi comparada à Bridget Jones dos quadrinhos por uma revista internacional. E vou dizer, amo personagem assim: 100% humana!


Capa do livro Placas Tectônicas

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Título: Placas Tectônicas
Título original: La Tectonique des Plaques
Autor(a): Margaux Motin
Tradução: Fernando Scheibe
Editora: Nemo
Edição: 2016
Ano da obra: 2013
Páginas: 256

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 7 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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