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‘A Vida Invisível’: 5 motivos para assistir ao filme de Karim Aïnouz, que representa o Brasil na disputa pelo Oscar

Adaptação 3 de novembro de 2019 Aline T.K.M. Nenhum comentário

A Vida Invisível: 5 motivos para assistir ao filme de Karim Aïnouz, que representa o Brasil na disputa pelo Oscar | Cinema

A Vida Invisível, do diretor Karim Aïnouz, vem para mostrar sua força na corrida pelo Oscar. De gênero melodramático e com um tom epistolar, o filme chega aos cinemas no dia 21 de novembro trazendo a história de duas mulheres marcadas pela dominação masculina e pela separação.

SINOPSE

Rio de Janeiro, 1950. Inseparáveis, as irmãs Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Julia Stockler) moram com os pais em um lar conservador. Eurídice sonha se tornar uma pianista profissional; Guida anseia viver um grande amor. No entanto, elas acabam se separando e vivendo distantes uma da outra por causa do pai. Enquanto lutam para ter algum controle sobre o próprio destino, elas não desistem de se reencontrar.

5 MOTIVOS PARA ASSISTIR

1. A Vida Invisível é o representante brasileiro na disputa por uma vaga entre os indicados na categoria Melhor Filme Internacional no Oscar 2020. Além disso, o longa de Karim Aïnouz vem sendo premiado em festivais mundo afora – levou o Grand Prix da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes, também foi premiado no Festival de Cinema de Lima, no Festival de Munique, e na Semana Internacional de Cinema (Seminci) na Espanha.

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2. É um filme sobre a invisibilidade feminina, sobre mulheres fortes cujas vidas foram incessantemente podadas por mãos masculinas e cujas escolhas e realização pessoal foram sufocadas pela sociedade machista. Experimentamos uma revolta que borbulha silenciosa durante as mais de duas horas de projeção, conforme testemunhamos essas mulheres serem violentadas em todos os sentidos. Se a cena inicial na floresta é um triste presságio do destino das irmãs, a angústia só faz aumentar a partir da separação e do desejo desenfreado pelo reencontro.

Enquanto a primogênita embarca rumo a uma falsa liberdade, a bordo do navio Liberty, a irmã mais nova segue o fluxo da vida arranjada pelo pai, passando do controle paterno para o marital. Uma se vira como pode, leva uma vida muito humilde e passa a integrar uma família diferente dos moldes tradicionais, unida pelo amor; a outra vive uma vida de classe média sem qualquer colorido, privada da realização de seu grande sonho.

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3. O filme foi livremente inspirado no livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha, publicado pela Companhia das Letras – falei sobre este e outros livros sobre mulheres fortes aqui. E, seguindo no campo literário, a escritora e roteirista uruguaia Inés Bortagaray (autora de Um, Dois e Já) colabora no roteiro, que é assinado por Murilo Hauser.

4. O que vemos é um filme de época que não cai em obviedades e caricaturas. Somos transportados para a década de 50, para um Rio de Janeiro que remete ao de Nelson Rodrigues, mas que vem colorido por uma paleta vibrante e por uma contemporaneidade que atravessa a imagem para se reunir à temática, universal e reconhecível até os dias atuais.

Mulheres que pouco a pouco se apagaram, que não puderam decidir o próprio destino e que encontraram no matrimônio e na maternidade não o júbilo, mas um obstáculo definitivo para a realização pessoal e profissional. Em diversos níveis, essas mulheres existem ainda hoje. Seus carrascos talvez já não estejam dentro de suas casas, mas certamente continuam por aí, numa sociedade que ainda é conivente com o machismo e a violência contra a mulher.

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5. É impossível assistir ao filme e não se deixar embalar pelas atuações, todas muito justas. Destaque para as atrizes Carol Duarte e Julia Stockler, que dão vida às irmãs Eurídice e Guida. E, claro, não poderia deixar de mencionar a participação de Fernanda Montenegro que, apesar de breve, faz emocionar – apenas seu rosto na tela, nos minutos finais, é capaz de nos emudecer e levar lágrimas aos olhos.

TRAILER E INFOS




A Vida Invisível (A Vida Invisível) – 139 min.
Brasil | 2019
Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Murilo Hauser, com colaboração de Inés Bortagaray e Karim Aïnouz (baseado na obra de Martha Batalha)
Elenco: Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro

Estreia: 21 de novembro

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 9 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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