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7 filmes que você precisa assistir na 42ª Mostra

Eventos 18 de outubro de 2018 Aline T.K.M. Nenhum comentário

7 filmes que você precisa ver na 42ª Mostra Internacional de Cinema

A partir de hoje até 31 de outubro, que tal – literalmente – morar no cinema?! É que está acontecendo a 42ª Mostra Internacional de Cinema e, entre os mais de 300 filmes da programação, tem tanto título imperdível que vai ser difícil se restringir a poucas sessões. Ah, eu já falei sobre o que vai rolar no evento deste ano aqui no blog.

Mas hoje o assunto é dica de filme! Eu tive oportunidade de assistir antecipadamente a algumas produções que fazem parte da programação e vim indicar 7 filmes que vocês precisam conferir na Mostra! Só filmaço, com destaque para o russo Verão (Leto), dirigido por Kirill Serebrennikov, que até agora é um dos melhores que vi da seleção.

Ah, e adianto que vai rolar mais dicas de filmes da Mostra por aqui, fiquem de olho. Tem mais dica de filme lá no meu Insta! Por enquanto, anotem estas aqui:

A CAÓTICA VIDA DE NADA KADIĆ (Kaotični ŽIvot Nade Kadić)
De Marta Hernaiz Pidal | Competição de Novos Diretores | México, Bósnia-Herzegovina | 2018 | 85 min.


Nada é uma mãe solo que tenta fazer várias coisas ao mesmo tempo. Por trás de sua rotina caótica, há o desejo profundo de uma vida nova. Mas ela é obrigada a aceitar uma mudança inesperada: Hava, sua filha pequena, é diagnosticada com uma forma de autismo. Nada, então, decide viajar de carro com a criança pelo interior da Bósnia para se reconciliar com o passado e aceitar a nova realidade.

Por que assistir: Além da fotografia especialmente atraente, a trama apresenta uma realidade nada distante do mundo à nossa volta – mães solteiras que precisam sustentar uma criança pequena, e ainda há a questão de ter alguém para cuidar da criança enquanto a mãe trabalha fora. A protagonista traz autenticidade, e os singelos momentos de felicidade da garotinha – enquanto se diverte pulando sobre uma poça, por exemplo – são gotinhas de doçura em meio à vida nada fácil dessa pequena família.

VERÃO (Leto)
De Kirill Serebrennikov | PB | Rússia | 2018 | 126 min.


Leningrado, um verão no início dos anos 1980. O rock underground está em ebulição na cidade à frente da Perestroika. Em meio a esse cenário, um curioso triângulo amoroso é formado entre Mike, sua esposa Natasha e Viktor Tsoï, um jovem ansioso por fazer seu nome na cena musical. Juntamente com seus amigos, eles irão mudar o destino do rock’n’roll na União Soviética.

Por que assistir: A trilha sonora é perfeita, composta por faixas icônicas do rock. Aliás, os números musicais são o grande atrativo aqui; em quantidade razoável – não é aquele filme que só tem música o tempo todo –, eles têm cara de videoclip, misturando figuras urbanas aos personagens e com intervenções em forma de rabiscos. O fato de ser em preto e branco reforça o mood “sujinho” e clandestino do rock aliado à tensão da época.

ASSUNTO DE FAMÍLIA (Manbiki Kazoku)
De Hirokazu Kore-eda| Perspectiva internacional | Japão | 2018 | 121 min.


Depois de uma sessão de furtos, Osamu e seu filho se deparam com uma garotinha passando frio ao relento. A princípio relutante em abrigá-la, a esposa de Osamu concorda em cuidar da menina depois de saber das dificuldades que ela enfrenta. Embora a família seja pobre, mal ganhando o suficiente para sobreviver por meio de pequenos crimes, eles parecem felizes. Até que um incidente revela segredos que testam os laços que os unem.

Por que assistir: Kore-eda mais uma vez retrata situações familiares delicadas com sutileza e atenção às diferentes nuances e aspectos que envolvem a trama. É aquele tipo de filme que faz o espectador questionar o certo e o errado, e que prova que tudo é relativo. O longa foi o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e o diretor Hirokazu Kore-eda é homenageado com o Prêmio Humanidade nesta Mostra.

COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL
De Eugène Green | Curta-metragem | Portugal, França, Bélgica | 2018 | 27 min.


Nos anos 1920, a pedido de um de seus empregadores, o poeta Fernando Pessoa cria um slogan publicitário para a bebida Coca-Louca, o que acaba criando pânico para o governo autoritário da época.

Por que assistir: O curta hilário e espirituoso retrata um acontecimento real – Fernando Pessoa foi mesmo encarregado de criar o slogan para a Coca-Cola entre 1927 e 1928, quando o refrigerante entraria no mercado português. Mas, por conta de mal-entendidos e interpretações relacionadas ao slogan, o refrigerante americano foi proibido e só entraria de vez em Portugal quarenta anos depois.

TREM DAS VIDAS OU A VIAGEM DE ANGÉLIQUE (Train de vies ou les voyages d’Angélique)
De Paul Vecchiali | Perspectiva internacional | França | 2017 | 76 min.

7 filmes que você precisa ver na 42ª Mostra Internacional de Cinema

Angélique, cuja aparência parece imutável ao longo dos anos, faz inúmeras viagens de trem em diversas fases de sua vida —durante os trajetos, ela conhece diferentes pessoas. O filme trata da vida sexual das mulheres e da liberdade feminina.

Por que assistir: Coadjuvantes essenciais, as poltronas do trem estão em cena todo o tempo, testemunhando ótimos diálogos que vêm repletos de humor e, ao mesmo tempo, convidam à reflexão. A comédia dramática traz as peripécias e dilemas da mulher contemporânea, cujas aspirações e ideais de vida apontam para a independência e para a possibilidade de satisfação imediata de seus desejos.

UM NOIR DOS BALCÃS (A Balkan Noir)
De Dražen Kuljanin | Perspectiva internacional | Suécia, Montenegro | 2017 | 74 min.


Faz cinco anos que os suecos Nina e Oskar perderam a filha, que sumiu durante uma viagem em Montenegro. Oskar aceitou a tragédia e tocou sua vida, mas Nina continua obcecada pela ideia de encontrar a garota viva e se vingar dos responsáveis. Sua esperança ganha um novo fôlego quando Nikola, o único detetive que ainda não desistiu do caso, encontra novas pistas. O filme só mostra o desenrolar da narrativa quando os personagens fumam, em uma vingança contada em 20 cigarros.

Por que assistir: Frieza e desesperança se unem para mostrar recortes da trajetória dos personagens, o reverberar inevitável do desespero de uma mãe inconformada. Interessante o contraste entre os momentos em que os personagens fumam com inserções de antigos comerciais de cigarros, inserindo uma atmosfera kitsch e a falsa promessa da felicidade ao alcance das mãos – de forma propositalmente deslocada e um tanto irônica.

ROSAS SELVAGENS (Dzikie Róże)
De Anna Jadowska | Perspectiva internacional | Polônia | 2017 | 97 min.


Após um período no hospital, Ewa retorna à sua vila, onde trabalha em uma plantação de rosas. Ela precisa se reaproximar dos dois filhos e do marido, que passou meses trabalhando em outro país. Mas Ewa também precisa tomar uma decisão sobre Marcel, um aluno de colegial com quem mantém um caso amoroso.

Por que assistir: Sem sentimentalismos e outros excessos, o filme consegue nos fazer entrar na pele dessa mulher infeliz e solitária. O casamento a distância, a relação dúbia com o marido – que professa amor, mas a anula e age com violência –, uma mãe extremamente crítica, uma filha “difícil e malcriada” – carente de uma relação verdadeira com a família – e um bebê de colo. Ewa sufoca em meio a uma paisagem idílica e, ao mesmo tempo, claustrofóbica. No entanto, não estamos diante de um grito por socorro; nenhuma libertação é possível quando as barras da prisão caminham junto com o prisioneiro.

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Para conferir os dias, horários e salas de exibição dos filmes, basta acessar a programação no site da Mostra – por filme ou por data.

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 8 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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