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Assistidos em julho

À la française 17 de agosto de 2015 Aline T.K.M. 4 COMENTÁRIOS


Ótimo mês cinéfilo, em julho vi filmes variadíssimos – mesmo! Tem desde Carrossel até umas lindezas da Nouvelle Vague francesa, passando por Jurassic World e um filme feito todinho a partir de “retalhos” de outros filmes.

Entre o fim de junho e a primeira semana de julho, estive alguns dias na mostra França 60, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A mostra foi composta por clássicos franceses da década de 60 que influenciaram o cinema no mundo todo. Teve filme do Truffaut, Godard, Louis Malle, Agnès Varda, que fizeram parte ou estiveram de alguma forma relacionados ao movimento da Nouvelle Vague.

No mais, esse último mês teve cabine de imprensa, idas ao cinema, Netflix... Olha só:

CLÉO DAS 5 ÀS 7
Cléo de 5 à 7, de Agnès Varda, Itália / França, 1962
Um dos filmes mais importantes da Nouvelle Vague, este também foi o primeiro longa-metragem de Agnès Varda. Assisti na mostra França 60 e gostei – foi meu primeiro contato com o cinema de Varda.


Sinopse: Cléo (Corinne Marchand) é uma cantora francesa que vive um momento de angústia, enquanto espera o resultado de um exame. O teste pode apontar se ela tem ou não um câncer de estômago. Uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher; sem saber o que fazer, Cléo perambula pela cidade de Paris à procura de distração, até que conhece um soldado que está prestes a ir para a guerra na Argélia.

MINIONS
The Minions, de Pierre Coffin / Kyle Balda, EUA, 2015
Ok, não é a melhor animação do mundo, mas vocês têm que concordar comigo que os minions são adoráveis! E um filme sobre eles só podia ser adorável também! O filme é fofo, a trama é divertidinha, mas não é daqueles filmes que ficam na memória. Em todo caso, gostei.


Sinopse: Seres amarelos milenares, os minions têm uma missão: servir os maiores vilões. Em depressão desde a morte de seu antigo mestre, eles tentam encontrar um novo chefe. Três voluntários, Kevin, Stuart e Bob, vão até uma convenção de vilões nos Estados Unidos e lá se encantam com Scarlet Overkill (voz de Sandra Bullock), que ambiciona ser a primeira mulher a dominar o mundo.

O AMOR AOS 20 ANOS
L’amour à vingt ans, de François Truffaut / Shintaro Ishihara / Renzo Rossellini / Marcel Ophuls / Andrzej Wajda, França / Alemanha / Itália / Japão / Polônia, 1962
Também parte da mostra França 60, este filme foi especial porque era um dos dois filmes que eu ainda não tinha visto da série do Antoine Doinel, personagem que é o alter ego de Truffaut. Na verdade, o filme tem várias mini-histórias e a do Truffaut é uma delas (“Antoine e Colette”). Adorei!


Sinopse: O mundo dos casais apaixonados em uma produção que envolve realizadores de várias partes do mundo. Cinco curtas sobre o amor em cinco países diferentes; histórias em Paris, Roma, Tóquio, Munique e Varsóvia, envolvidas pela entusiasmada sensação de estar apaixonado. Começando pelo curta de Truffaut, Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) descobre o amor enquanto ainda é jovem e trabalha em uma fábrica de discos.

CORRENTE DO MAL
It Follows, de David Robert Mitchell, EUA, 2014
Fazia muito tempo que não via um bom filme de terror/suspense. Assisti a este filme em cabine de imprensa e confesso que fui sem esperar muita coisa. No fim, acabei me surpreendendo: além da trama em si, gostei bastante do visual e da trilha sonora. Ah, aguardem que vai ter resenha deste filme aqui no blog!


Sinopse: A jovem Jay (Maika Monroe) leva uma vida tranquila entre escola, paqueras e passeios no lago. Após uma transa, o garoto com quem passou a noite explica que ele carregava no corpo uma força maligna, transmissível às pessoas apenas pelo sexo. Jay tem a decisão de carregar esta sina consigo, ou passá-la adiante. Enquanto isso, a jovem começa a ser perseguida por figuras estranhas que tentam matá-la, e que não podem ser vistas por mais ninguém. Jay enfrenta um dilema: como explicar o caso às pessoas ao redor, e como interromper esta corrente?

BEIJOS PROIBIDOS
Baisers Volés, de François Truffaut, França, 1968
Além de O Amor aos 20 Anos, este era o outro filme que eu ainda não tinha visto da série do Antoine Doinel. E olha, foi um dos que mais gostei de toda a trajetória do personagem. Vi na mostra França 60.


Sinopse: Com o fim do serviço militar, Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) procura um emprego e um amor em Paris. Depois de trabalhar como atendente noturno num hotel, passa a ser um detetive particular. Entre suas atrapalhadas investigações, vive um romance com a muito sensata Christine Darbon (Claude Jade). Ao som da linda canção "Que reste-t-il de nos amours", de Charles Trenet, Truffaut faz uma linda homenagem ao amor, com muita ternura e humor.

CARROSSEL – O FILME
Carrossel – O Filme, de Alexandre Boury, Brasil, 2015
Vou confessar para vocês: estava bem ansiosa para ver Carrossel – O Filme! É que eu adorava a novelinha e gosto muito dos personagens – o Carrossel antigão mexicano foi parte fundamental da minha infância! Falei mais sobre esse filme aqui: 3 motivos para ver “Carrossel – O Filme”.

Sinopse: Em férias, os alunos da Escola Mundial viajam para o acampamento Panapaná, pertencente ao avô de Alícia. Lá eles participam de uma gincana organizada pelo senhor Campos, que faz o possível para que as crianças se divirtam a valer. Entretanto, a chegada de González agita o local, já que ele representa uma incorporadora que pretende comprar o terreno do acampamento para transformá-lo em uma fábrica poluidora. Para atingir seu objetivo, González e seu fiel parceiro Gonzalito usam de todos os artifícios possíveis, inclusive sabotar o acampamento e difamar Campos.

JURASSIC WORLD – O MUNDO DOS DINOSSAUROS
Jurassic World, de Colin Trevorrow, EUA, 2015
Ao contrário da maioria massiva do pessoal da minha idade, nunca dei muita bola para Jurassic Park, o primeiro filme. Fui ao cinema conferir Jurassic World meio a contragosto, e não é que acabei gostando? Não mudou minha vida, mas foi bem divertido e me prendeu do início ao fim.


Sinopse: O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas adquire inteligência bem mais alta, tornando-se uma grande ameaça para os humanos na ilha.

TRINTA ANOS ESTA NOITE
Le Feu Follet, de Louis Malle, França, 1963
Foi na mostra França 60 que assisti a este filme e o meu maior interesse em vê-lo foi o fato de ser do Louis Malle, cineasta que eu já admirava (especialmente pela forma com a qual trata temas polêmicos) e de quem ainda quero ver mais filmes. Ah, Trinta Anos Esta Noite é considerado por muitos como a obra-prima de Louis Malle, que também dirigiu o divertido Zazie no Metrô.


Sinopse: O filme narra dois dias na vida de Alain Leroy (Maurice Ronet), um homem angustiado e perdido, que deixava um hospital onde fazia um tratamento contra o alcoolismo. Sua amante, Lydia (Léna Skerla), tenta ajudá-lo quando ele volta a Paris. Alain percorre bares e procura velhos amigos, em uma busca de si mesmo na reconstituição do passado. Mas o que Alain encontra em suas andanças é um vazio existencial, que o fará tomar uma decisão definitiva. O filme foi baseado no livro Fogo-Fátuo, de Pierre Drieu la Rochelle, que se inspirou na vida do poeta surrealista francês Jacques Rigaut.

HOMEM-FORMIGA
Ant-Man, de Peyton Reed, EUA / Reino Unido, 2015
Ok, não tive qualquer participação ativa na escolha de ver Homem-Formiga no cinema – fui arrastada pelo marido (justo, já que eu o arrastei para ver Carrossel – O Filme, por exemplo). Não sou fã de filmes de super-heróis e filmes do gênero quase sempre me deixam entediada, mas este até que não me matou; consegui vê-lo todinho sem cochilar uma única vez! Teve seus momentos engraçadinhos, maaaas... não veria novamente.


Sinopse: Dr. Hank Pym (Michael Douglas), o inventor da fórmula/traje que permite o encolhimento, anos depois da descoberta, precisa impedir que seu ex-pupilo Darren Cross (Corey Stoll) consiga replicar o feito e vender a tecnologia para uma organização do mal. Depois de sair da cadeia, o trambiqueiro Scott Lang (Paul Rudd) está disposto a reconquistar o respeito da ex-mulher, Maggie (Judy Greer) e, principalmente, da filha. Com dificuldades de arrumar um emprego honesto, ele aceita praticar um último golpe. O que ele não sabia era que tudo não passava de um plano do Dr. Pym que, depois de anos observando o hábil ladrão, o escolhe para vestir o traje do Homem-Formiga.

ATO, ATALHO E VENTO
Ato, Atalho e Vento, de Marcello Masagão, Brasil, 2015
Diferente, Ato, Atalho e Vento é um filme de colagens, uma colcha de retalhos envolta numa trilha sonora que me chamou atenção. Vê-lo foi uma experiência interessante e acho que deve agradar aos que têm na sétima arte uma paixão. Saiba mais sobre o filme aqui: 3 motivos para ver “Ato, Atalho e Vento”.


Sinopse: Fruto do encontro do livro “O Mal-estar na Civilização”, de Sigmund Freud, e 143 filmes produzidos nos quatro cantos do planeta, o longa de montagem discute e pensa gestos e atos da vida contemporânea. "As coisas não saíram como havíamos panejado", afirma o diretor.

LUCY
Lucy, de Luc Besson, França, 2014
Já tinha curiosidade (pela porção ficção científica), mas um grande pé atrás (pela porção ação). No fim acabei me rendendo e assisti ao filme. Gostei, viu! Indo mais além, dá para tirar alguma reflexão meio filosófica dele, especialmente com relação ao final.


Sinopse: Quando Lucy (Scarlett Johansson) é obrigada a transportar drogas dentro do seu estômago, ela não conhece muito bem os riscos que corre. Por acaso, ela acaba absorvendo as drogas, e um efeito inesperado acontece: Lucy passa a ter a capacidade de uso cerebral cada vez mais aumentada e ganha poderes sobre-humanos, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.

O QUE TRAZ BOAS NOVAS
Monsieur Lazhar, de Philippe Falardeau, Canadá, 2013
Dia de ciné-club na Reserva Cultural é sempre dia bom! Gostei da edição de julho por trazer um filme ambientado numa escola (gosto de temas que se relacionam, de certa forma, com educação) e também por ter a fofa da Sophie Nélisse (de A Menina que Roubava Livros). Filme excelente, recomendo!


Sinopse: Quando a professora de uma escola primária sofre uma morte trágica, o substituto escolhido é Bachir Lazhar (Mohamed Fellag), um imigrante argelino. Enquanto as crianças passam por um longo processo de luto, ninguém suspeita do passado doloroso do professor, ou do grande risco que Lazhar seja deportado a qualquer momento.

UMA NOVA AMIGA
Une Nouvelle Amie, de François Ozon, França, 2015
Não podia deixar de conferir Uma Nova Amiga no cinema, pois gosto muito dos filmes dirigidos por François Ozon. Não é o melhor filme do diretor, mas achei genial o desenrolar da trama, além do ótimo elenco. Quem já leu alguma crítica do filme deve tê-lo visto sendo comparado ao cinema de Almodóvar (meu cineasta preferido) pelo tema. Pois bem... Assistam, vale a pena.


Sinopse: Claire (Anaïs Demoustier) tinha Laura como sua melhor amiga. Parceiras desde a infância, as duas eram inseparáveis. Quando Laura fica doente e morre, Claire se aproxima de seu marido, David (Romain Duris), e surpreende-se ao descobrir o segredo íntimo do viúvo. O filme é uma adaptação livre do conto homônimo da inglesa Ruth Rendell.

SEXO, AMOR E TERAPIA
Tu veux ou tu veux pas, de Tonie Marshall, França, 2014

Sophie Marceau é o grande chamariz do filme, senão o único. Comédia romântica com toque apimentado, o filme entretém, mas é fraquinho demais - acho que fui com as expectativas muito lá em cima. Vale a pena se a intenção for se distrair com algo leve e bem-humorado. "Simpático", disse Patrick Bruel no início do trailer brasileiro, palavra que resume bem o clima do filme.

Sinopse: Judith (Sophie Marceau) é uma mulher que vive abertamente a sua sexualidade, mantendo casos com diversos homens; já Lambert (Patrick Bruel) é um viciado em sexo que tenta justamente pensar em outra coisa e conter os seus desejos. Quando Judith passa a trabalhar como assistente no consultório de Lambert, a situação logo fica complicada para os dois.

Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 7 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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4 COMENTÁRIOS

  1. Oi Aline!
    Eu faço parte das pessoas que amavam Jurassic Park na infância e também achei que o novo filme não deixou nada a desejar. Tô aqui encantada com todos esses filmes que a mostra França te rendeu e com certeza vou procurá-los para conferir também.
    Beijos
    http://numrelicario.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Apesar de não ser grande fã, como falei, gostei bastante desse Jurassic World. Aliás, o filme me deixou pilhada para ler o livro que inspirou Jurassic Park (você viu como tá linda a edição da Aleph, né!).
      Ahhh, a França! Amo! Essa mostra com certeza foi especial porque gosto e me interesso por tudo o que tenha a ver com a nouvelle vague. Ver a filmografia do Truffaut e do Godard, entre outros, são metas de vida heheheh. Beijo!

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  2. já assisti ao filme Lucy e gostei! a Scarlett deixa qualquer filme bom nem que seja pela beleza dela! vou assistir o filme com a atriz Marceau e o "Uma Nova Amiga" também! gostei muito de conhecer esse Blog! vida Longa e muito Sucesso pra esse seu Projeto!!! Marcos Punch.

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    1. Uma Nova Amiga é muito bom, vale a pena. O com a Sophie Marceau, bem, deixa um pouco a desejar, mas vale a diversãozinha e, claro, a própria Sophie Marceau, sempre linda. Beijos e obrigada!!! ^^

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