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TOP 10: Infantojuvenis brasileiros que não podem faltar na sua estante

Ana Maria Machado 19 de fevereiro de 2014 Aline T.K.M. 8 COMENTÁRIOS


Este post faz parte do blog tour de Anete, nariz de chiclete, e é de autoria de Ronize Aline.

Listas de top 10 são sempre injustas: para quem lê e para quem faz. Quem lê sempre acha que é uma injustiça seu livro favorito ter ficado de fora; quem faz vê-se forçado a escolher apenas dez entre tantos de sua preferência. No entanto, se estabelecermos algum tipo de critério, a seleção fica um pouco mais fácil e divertida.

Decidi, então, fazer um top 10 de livros infantojuvenis brasileiros que não podem faltar na sua estante, traçando um panorama temporal a partir do ano de publicação de sua primeira edição.

1. REINAÇÕES DE NARIZINHO, de Monteiro Lobato (1931)
Clássico da literatura infantil brasileira, este livro deu origem à série ambientada no Sítio do Picapau Amarelo.

Nele encontramos pela primeira vez Narizinho, Pedrinho, a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, Dona Benta, Tia Nastácia e tantos outros que passaram a fazer parte do imaginário popular. São várias histórias curtas que ora tratam apenas dos moradores do Sítio, ora mesclam esses a outros personagens dos contos de fadas, como Cinderela e Aladim.
2. OU ISTO OU AQUILO, de Cecília Meireles (1964)
Escrito em forma de poesia, o livro de Cecília Meireles inaugura uma nova era de produção literária para crianças.

Até então o aspecto didático e doutrinário era predominante nas obras infantis, e este livro privilegia o olhar e os sentimentos da criança. Os poemas falam sobre as difíceis escolhas que temos de fazer na vida, o cotidiano marcado pela dúvida e a dificuldade de decisão.

3. MARCELO, MARMELO, MARTELO E OUTRAS HISTÓRIAS, de Ruth Rocha e ilustrações de Adalberto Cornavaca (1976)
Três histórias compõem este livro, todas tendo como protagonistas crianças que vivem nas cidades.

Na que dá título à obra, Marcelo é um garoto questionador que está descobrindo o mundo das palavras. Com muita perspicácia, acaba criando um vocabulário completamente novo já que o existente não atende às suas expectativas. Na segunda história, Teresinha e Gabriela, duas garotas tão diferentes entre si, descobrem que pode haver semelhanças onde menos se espera. E, para finalizar, na última história Carlos Alberto vive as agruras de ser o dono da bola.
4. O MENINO MALUQUINHO, de Ziraldo (1980)
Uma das obras mais marcantes do escritor e ilustrador, este livro traz um menino conhecido por provocar muita confusão.

As crianças o adoram, é o tipo sabido e amigão. Tira boas notas na escola, mas enlouquece os professores com suas traquinagens. Todos o consideram maluquinho devido ao seu mau comportamento, mas o que ele é mesmo é feliz.

A história virou ícone da infância sadia.
5. A BOLSA AMARELA, de Lygia Bojunga (1981)
Um dos livros mais famosos da autora, esta história traz como protagonista uma garota que vive as dificuldades da idade sendo a irmã mais nova de irmãos que têm, pelo menos, dez anos a mais do que ela. Por considerarem-na criança demais, não lhe dão atenção alguma.

Sentindo-se solitária, guarda três desejos secretos: ser um garoto, seguir carreira literária e crescer rapidamente. As coisas começam a mudar quando ganha uma bolsa amarela e passa a guardar nela tudo o que lhe aflige, além de suas vontades e expectativas.
6. BISA BIA, BISA BEL, de Ana Maria Machado e ilustrações de Regina Yolanda (1982)
Misturando realidade e imaginação, esta história traz uma conversa fictícia entre a menina Bel e sua bisavó Bia, e em seguida entre Bel e sua futura bisneta. Esse convívio imaginário com o passado e o futuro traz a Bel experiências que a ajudam a conviver consigo mesma.

Uma obra delicada e reveladora que ajuda a traçar um panorama das mudanças pelas quais a mulher passou ao longo das gerações.
7. A DROGA DA OBEDIÊNCIA, de Pedro Bandeira (1984)
Este é um livro voltado para o público adolescente que mostra uma turma enfrentando uma droga perigosa.

Mistério e suspense rondam a história em que os jovens enfrentam uma macabra trama internacional. O doutor Q.I. quer subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude a droga da obediência.

Um livro que nunca perdeu sua atualidade.
8. UXA, ORA FADA, ORA BRUXA, de Sylvia Orthof, com ilustrações de Tato (1985)
Acostumadas a personagens maniqueístas, em que o bom é bom e o mau é mau, neste livro as crianças terão contato com uma personagem diferente. Assim como nós, ela tem momentos de doçura e gentileza, mas também de maldade.

Uma história que mostra a complexidade que forma um ser humano.
9. TELEFONE SEM FIO, de Ilan Brenman e ilustrações de Renato Moricone (2010)
Este é um livro só de imagens baseado na brincadeira de telefone sem fio.

Ilan Brenman imaginou as diferentes expressões que adultos e crianças fazem ao falarem uns nos ouvidos dos outros. São arlequins, reis, piratas, o lobo mau, a chapeuzinho vermelho e outros personagens infantis que ilustram a obra, convidando o leitor a participar da brincadeira.
10. TREM DE HISTÓRIAS, coletânea da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ (2011)
Essa coletânea conta com 38 autores de texto e imagem que fazem parte da associação. Foram produzidas 20 histórias e 20 ilustrações com o tema de trens, bondes e outros veículos sobre trilhos.

É uma ótima oportunidade para ter contato com a produção contemporânea em literatura infantojuvenil e conhecer os novos autores que estão escrevendo e ilustrando para crianças.


Aline T.K.M.
Criou o Livro Lab há 7 anos e blogar é uma das coisas que mais ama fazer, além do teatro, da dança e dos mais variados tipos de expressões artísticas. Tem paixão por viajar e conhecer outras culturas. Ah, e ama ler em francês!

 

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8 COMENTÁRIOS

  1. Nunca pensei que tivesse lido tantos livros na infância! O da Narizinho e Bolsa amarela já li, Ou Isto ou Aquilo também! Acrescentaria aí, A charada do Sol e da Chuva do Luiz Galdino. Adoro!

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    1. Que legal, Maysa! E valeu pela lembrança da Charada.
      Beijos,
      Ronize Aline

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  2. Ótimo post!
    Até hoje eu gosto muito de infantojuvenis.
    Afinal, foi com este tipo de literatura que teve inicio a minha paixão por livros!

    Abraços!

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    Respostas
    1. Obrigada, Fabiana.
      Pois eu também adoro infantojuvenis, e como leitora. Tenho uma estante só minha, independente da do meu filho.
      Beijos,
      Ronize Aline

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    2. Também adoro infantojuvenis! Nessas obras a imaginação nunca é subestimada, e isso é o que eu acho de mais fascinante. =)

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  3. Li todos os livros de Monteiro Lobato, são excelentes!
    Os outros não conheço muito, ou não lembro deles.

    Beijinhos
    www.intheskyblog.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Poxa, sabe que do Monteiro Lobato eu li um ou outro, não era uma leitora muito entusiasmada com suas obras (meu interesse hoje em dia é maior do que na infância). Mas O Menino Maluquinho foi um livro que eu li umas 5893454 vezes quando criança!

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  4. Lindo post, AMO A Bolsa Amarela, e Lygia Bojunga é amor puro.
    Ziraldo fez parte da minha infância, lia mais os quadrinhos do que "livro" porém inesquecível; Bisa Bia e Marcelo li na escola e adorei.

    Abs

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